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Descrição
Em Os veios profundos de Mariana, sente-se, página por página, a falta de um convidado, ou melhor, de um ilustre desconhecido cujo nome, no entanto, é citado em toda parte, para ser ora cortejado, ora exorcizado. Quando são comparadas as inúmeras imagens e fotos dispostas pelo trabalho, quando se percebe a virulência das transformações ocorridas na herdeira da antiga Vila do Carmo durante o século XX, saliva na boca o gosto amargo da pergunta que quer saber se tudo ou algo poderia ter sido diferente. E a resposta, então, aparece pichada nos muros da cidade sob a forma de um novo convite dirigido a esse ilustre desconhecido, o qual talvez pudéssemos chamar de democracia radical - ou simplesmente de democracia -, pois nomeá-la na força de sua singularidade afasta o pastiche oligárquico que a tem controlado desde sempre no Brasil. A cidade de Mariana é um dos diversos exemplos de como a tradição autoritária gestada desde o período colonial, e da qual muitos se orgulham, sejam ou não marqueses, encharca os espaços materiais e simbólicos e crava neles sua marca.

Autor: Gabriel Luz De Oliveira
Formato: 14x21cm
Ano de Publicação: 2024
ISBN: 9788546226498
Número de pág: 332
Sinopse: Em Os veios profundos de Mariana, sente-se, página por página, a falta de um convidado, ou melhor, de um ilustre desconhecido cujo nome, no entanto, é citado em toda parte, para ser ora cortejado, ora exorcizado. Quando são comparadas as inúmeras imagens e fotos dispostas pelo trabalho, quando se percebe a virulência das transformações ocorridas na herdeira da antiga Vila do Carmo durante o século XX, saliva na boca o gosto amargo da pergunta que quer saber se tudo ou algo poderia ter sido diferente. E a resposta, então, aparece pichada nos muros da cidade sob a forma de um novo convite dirigido a esse ilustre desconhecido, o qual talvez pudéssemos chamar de democracia radical - ou simplesmente de democracia -, pois nomeá-la na força de sua singularidade afasta o pastiche oligárquico que a tem controlado desde sempre no Brasil. A cidade de Mariana é um dos diversos exemplos de como a tradição autoritária gestada desde o período colonial, e da qual muitos se orgulham, sejam ou não marqueses, encharca os espaços materiais e simbólicos e crava neles sua marca.